No Sudoeste, agronegócio garante segurança alimentar e gira economia


09/07/2020

A pandemia trouxe muitas incertezas e abalou a economia mundial. Mas para o Sudoeste do Paraná, região com forte atuação do agronegócio, a situação é diferente. “Uma coisa que a gente percebe é que, onde a agricultura é mais forte, as cidades não tiveram tanto abalo econômico. Aqui em Pato Branco não houve tanta recessão quanto em Curitiba, por exemplo”, comenta Fernando Alan Tonus. Ele é diretor administrativo e financeiro da Coopertradição, cooperativa em Pato Branco que reúne produtores rurais que cultivavam soja, milho, trigo, cevada, feijão. “O agro fez diferença para a nossa região.”

A percepção de quem vive a realidade do agro está de acordo com pesquisas relacionadas à projeção do agronegócio para 2020 no Brasil. Os números vão na contramão da maior parte dos setores da economia nacional. O Mapa estimou, para 2020, um crescimento no Valor Bruto de Produção (VBP) 7,6% superior a 2019. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estimou um crescimento ainda maior. O número é de 11% em relação à produção vegetal e 10% na produção animal, totalizando R$ 707,3 bilhões.

Especificamente no Paraná, a safra de soja encerrou com o volume recorde de 20,7 milhões de toneladas, 28% superior à safra 2018/2019. Já para o ciclo atual, a previsão é de 13% no aumento do volume. Na Coopertradição, as estatísticas são vistas no dia a dia.

Força econômica do país

Como as commodities são pautadas pelo dólar, a alta da moeda favoreceu a renda dos produtores e dos demais profissionais envolvidos na cadeia do agronegócio, porque trouxe mais competitividade ao Brasil. “A previsão do agronegócio e tudo o que o liga é positiva”, comemora Tarsizio Carlos Bonetti, diretor da Bonetti AgroNutri, empresa da área de nutrição animal. “Na cadeia do leite, a questão do dólar valoriza o mercado interno, porque há dificuldade na importação. No caso da carne, ajuda na exportação.”

Um estudo publicado pela boutique de investimentos TCP Partners afirma que o agronegócio será fundamental para a recuperação da economia. Além de ser um dos setores brasileiros de maior competitividade no mundo, é fundamental para garantir o abastecimento da população brasileira e suprir o mundo com alimentos no momento pós-pandemia.

Agronegócio: a indústria que não para

o agronegócio é uma indústria que não se permite parar. Isso porque ele é o responsável por garantir o abastecimento de alimentos dentro e fora do Brasil. Isso significa que os cuidados referentes ao coronavírus precisam ser impecáveis. Isso garante a segurança de todos os colaboradores e, assim, a continuidade dos trabalhos. Na AgroNutri, por exemplo, as recomendações vão além de uso de máscaras, álcool gel e distanciamento. A empresa criou protocolos de segurança que são avaliados semanalmente. Já na Coopertradição são realizadas campanhas internas, home office para o setor administrativo e medição de temperatura de todos os funcionários da indústria. Além disso, a empresa também realiza pesquisas internas para medir a sensação de segurança dos colaboradores em relação às medidas adotadas contra o coronavírus. “A gente não pode correr o risco de parar”, afirma Fernando.

Fonte: De Olho no Mercado / RPC Afiliada Globo

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